domingo, 3 de novembro de 2013
Vitrine da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda-PE
Utilizando criatividade, é possível obter bons resultados no nível de interação visitante-acervo, mesmo que essa troca aconteça apenas no nível mental. Esse é o caso da exposição de longa duração da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, interior de Pernambuco.
Composta em parte por peças arqueológicas e paleontológicas encontradas nos quintais dos moradores da cidade, a exposição traz junto às peças etiquetas de identificação com os dados fundamentais de documentação como material e procedência. Para que os visitantes melhor compreendam o que é a peça e qual o seu uso, a etiqueta utiliza uma forma criativa e eficaz: um desenho feito a lápis de cor pelas crianças da própria comunidade ilustrando como a peça é utilizada e qual sua função. Visto dessa forma, parece uma solução simplória, mas que dificilmente vemos em museus que partem do princípio que o visitante conhece materiais, formas e jargões técnicos. Essa solução low-tech permite ao visitante apropriar-se imediatamente da informação e interagir mentalmente com a peça imaginando seu uso.
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