Chaguinha conta a Das Dores que, segundo Sartre, o amante ambiciona possuir a pessoa amada como sujeito, não como objeto, coisa, julgando assim dominar a essência do outro ao mesmo tempo que recupera sua subjetividade, o eu que o outro lhe roubara. Igualmente deseja ser amado como sujeito. Das Dores retruca colocando que, desta forma, o amor exigiria que ambos, possuidor e possuído, sejam sujeitos. Mas isso é impossível, pois que para que assim fosse, o eu teria de se identificar com o outro, o que seria um absurdo, já que teríamos de admitir em um único ser dois corpos diferentes.
Malgrado seu intento, o amante sofre.
- Viu, mulher? É por isso que o Zé Wilso fica escutando música de corno toda vez que lembra das chelbras nas costas nuas da Francicleide.
Toca a trilha sonora:
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